sexta-feira, 25 de maio de 2012

Realmente.

"Quem tem um por quê viver, suporta quase qualquer como." Nietzsche.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

...

Em outro momento. talvez não tão propício como este, já postei esse soneto do Vinícius de Moraes. Terei de trazê-lo aqui novamente, pois não encontro palavras expressem o que sinto sobre tudo isso, e quão complexidade o meu cérebro carrega, a ponto de não permitir-me ao menos conseguir tomar a realidade tal qual é. A tristeza e grande e a saudade imensa - e só tendo a crescer mais e mais até que vire uma acomodação insensível. E um adeus que não quer ser dito. 

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente

sexta-feira, 11 de maio de 2012

._.

Bem... Não ficarei muito por aqui, tenho Estatística e um pedaço de bolo de chocolate pra comprar lá em baixo, para comemorar que hj é sexta-feira... E amanhã, dormir, dormir, dormir. ♥

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Dois Pontos.

Não gosto quando a minha mente fica operando cinquenta pensamentos o mesmo tempo. Entre o egotismo, manipulação e o telefone do dia anterior, o rosto da Júlia a sorrir, a gargalhar deitada na cama. E eu aqui... Felizmente há foque, atenção concentrada, e eu posso escolher a prioridade no momento. Semanalmente aquele bebê estará em meus braços. Nunca mais terei a oportunidade de assistir essa aula tal qual hoje. Foco na situação!
Faltam vinte minutos para as sete horas, logo irei embora. Sinto-me motivada a concluir certas coisas, e a construir novos rumos. Aqauele telefonema mexeu comigo consideravelmente. Emocionou-me, quase chorei, mas não estava só. Coincidentemente quando no trem voltei a concentrar-me no livro havia algo de emocionante ali também, lacrimejei. Naquele mundo tomando vida através dos meus olhos, algo me tocou, e ainda mais profundamente, consegui lacrimejar, e logo me conter. Nada convém quando estamos em público, ainda mais às sete e cinquenta da manhã num trem lotado, a não ser fechar a boca e ficar de pé amassada pelas bolsas alheias, completamente absorta. Minha mente ficou entre presente e passado, aquilo simplesmente não tinha o direito de se infiltrar nos meus mais secretos sentimentos, me deixar tão vulnerável. Momentos assim me levam a falsa crença de que consigo ligar minha atenção a dois pontos, quando na verdade, ela simplesmente está em um felling of knowing. O D E I O quando isso acontece.
Apesas da dor na mão pela escrita sem pausa na aula de revisão para a prova de Neuro, aqui ainda desenvolvo um pouco maisde calos. “O humor é uma maneira estereotipada que encontramos para quebrar o gelo” diz ele. Sempre tomo nota dessas frases que carregam mais que conteúdo, carregam um pouco de quem as inventou. Às vezes vale muito mais que qualquer coisa.
Estou ansiosa para sentir a doce noite lá fora. Ver a escuridão sobre mim. Almejo esquecer esses tantos acontecimentos, as conclusões já fizeram o seu trabalho, já terminaram de me afastar do impossível, agora podem tomar se rumo, o rumo do recalcamento. Isso parece querer por a prova a minha sensatez, a minha certeza do que é o melhor para mim. Não há filtro de sensações em noites como essa, qualquer tom é grave, e novamente, o humor fica perigoso de mais.
bem, é chegada a hora de parar... O tempo está acabando e eu ainda tenho de ir-me, de distorcer algumas coisas mentalmente, para criar um ambiente agradável aos sonhos bons. Por agora apenas aquela velha conclusão de todos os dias. Nada mais sábio que saber o momento certo de morrer.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Bela.

Minutos antes de dormir sempre acabo por perder o sono, logo pretendo me manter aqui até minhas forças não mais me permitirem erguer as pálpebras. Engolindo a custo esse café puro açúcar, penso um pouco sobre o nada, esse nada que na verdade torna-se melhor que qualquer coisa. Afinal, novidade nem sempre é sinônimo de diversão. Normalmente a calmaria é mais bem-vinda que a turbulência.
Pensei que essa semana talvez fosse longa, no entanto logo vem a quarta-feira... E tudo flui talvez até mais rápido do que eu gostaria.
Enfim consegui fazer as minhas unhas again, vergonhoso ir pro serviço/faculdade com esmaltes descascados. Estilo puta pobre. Coisa que o tempo tem feito de mim.
Estou começando a ficar meio cansada... Mais ou menos como quando cheguei em casa, depois de vir no ônibus lendo meu livro, não consigo deixar de considerar que não exista melhor exercício mental que a leitura. Amo ler, de verdade. Mas fico exausta, um cansaço prazeroso.
Livros e boas conversas, o que traduz parte de um todo que constrói meu bom humor. Estar quentinha aqui na cama escrevendo e me sentindo mais livre e feliz que nunca talvez preencha ainda mais esse todo. Psicologia, nem se fala... E café, do tipo bem passado e bem adoçado, faz tempo.
Acho que fico por aqui, que amanhã é mais um dia desses maravilhosos. E eu feliz por estar fazendo o que gosto, estudando o que gosto e estando com quem gosto.
Novamente creio, a vida é bela.

Álcool-gel.

Perdi o sono ao ver meu professor de Neuro partir da Glândula Pineal para um discurso de um ateu convicto. Uma boa terça-feira! Entre o psicossomático e leituras em voz alta, mal pude crer que no terceiro semestre da faculdade ainda haja gente que apresente trabalhos a base da leitura de slides prolixos. Tecido Linfóide, influências hormonais, evidências neuroanatômicas... Tudo ligado ao psicossomático. Realmente, sempre fiquei atraída a este tema, sempre achei fantástica essa junção cérebro - comportamento - mente - corpo. Afinal como diria James "O todo é muito mais que a soma das partes" E  abrangência inclusa nisso não se pode avaliar num estudo indvidualista.
Sinto-me trsite ao pensar nessa memória tão seletiva. Apesar de a minha sempre ter sido muito boa, certas conversas, certos momentos, deveriam ser eternos na memória, mas não são. Gostaria de relembrar cada palavra daquelas longas conversas, no entanto apenas tenho nítida (como se fosse ontem) aquela sensação de liberdade, paz, como se estivesse em casa, como se fosse meu lar. Pena certas coisas simplesmente se perderem, amizades também deveriam ser eternas.
Quinze minutos para às cinco da tarde, a aula está ficando melhor. Tenho de parar um pouco. Seráinteressante repensar isso mais tarde, será interessante uma quarta-feira menos complexa.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

De tudo o que eu ainda não vi.

Um pouco de sono, mas como sempre dispensando a perda de algo a se elaborar mentalmente. Como sempre encontrá-la no final do dia vale muito a pena, mesmo que não haja nada de mais a se falar, mesmo que não haja nada de tão conclusivo a se pensar. Adormeci no ônibus com “Índios” na cabeça, me perdi no refrão, e sonhei com coisas que não existem, nem nunca existiram. Cansei por agora de decepcionar-me, falamos sobre isso na nossa última conversa, um dia cansa... Um dia o peso real é sentido tal qual.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda... Fiquei com o humor perigoso, mas tudo passou, e os quarenta e cinco minutos que cheguei adiantada pude percorrer algumas lojas à procura do presente perfeito para esse segundo domingo de maio. Há sempre com o que se importar, com o que valha ganhar umas rugas... Sensatez nunca foi sinônimo de flexibilidade, assim como maturidade nunca de idade. Não me importa ser conveniente o suficiente no momento, nem mesmo clara. Tão incrivelmente voltada a como fazer a alma ter tranquilidade e naturalidade diante o mundo. Faz bem ser egoísta de vez em quando, faz bem ignorar as necessidades alheias e me focar no que manterá um sorriso sincero, só para variar.
Essa semana começou sem feriados, no fundo acho que prefiro assim. A quarta-feira foi meio pesada no final das contas, com tantas coisas em mente, e rotina pela metade, prova na quinta das mais complicadas, “Fadas no Divã” sem norte, minha baixa expectativa quanto ao meu próprio futuro, pessoas indesejadas em lugares inesperados. Enfim, acho que foi um fim de feriado meio tenso. Às coisas sempre se estabilizam. Mas eu como boa mulher tenho de pirar um pouco, pra não perder o ritmo. Ainda os marcadores de página dos livros de psicanálise ficaram estacionados, acho que fui bem na prova. “A menina que roubava livros” que comecei a ler no dia do aniversário da morte de Hitler (coincidentemente) tem fluído fácil, muito bom.
Essa semana vai ser leve, uma resenha de Humanismo e um Estudo dirigido de Psicanálise, logo fim de semana de novo, logo dormir menos do que eu desejava. No entanto, talvez seja melhor, a segunda não fica com aquele ar perdido como em outrora.
Bem, o sono está começando a bater forte, e amanhã é outro dia. Que dessa vez eu não me atrase, e tenha bons sonhos, novamente.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Oh god.

Depois de tantas coisas acho que fiquei calma, depois do café repartido, naquele posto que há anos atrás acreditei começar a ter algo concreto. A gente crê em tanta coisa, na maioria tudo vai se perdendo, e indo e voltando... Num maldito ciclo... Hoje percebi que me perdi de coisas importantes, praticamente as botei fora, hoje percebi que certas coisas não tem remédio, e que nada é mais hipócrita do que ser duro consigo mesmo quando o que se deseja é pedir um pouco de arrego.
Hoje entre o tic tac de canela e as idéias em sintonia pude ver onde está a confiança, de onde nunca saiu... E agora aqui na cama, com os pés quentinhos e as mãos geladas, nada parece mais claro que o sentido disso tudo, e fico feliz por mim, por ter vivido isso deste jeito, a gente só percebe a sorte que tem depois de presenciar a desgraça alheia.
Bem, essa semana começou na quarta-feira... Nada mais agradável, perder o sono, perder a vergonha, perder a vontade de sair na rua, tudo em menos de cinco dias, que fazem com que qualquer um se sinta grato por ter, em breve, um sábado para descarregar o stress.
Hoje é um dia interessante, um noite completa, com os melhores amigos, com as melhores conclusões... Nunca a vida foi tão bela nesse aspecto. Acho que acordei outra vez.

...

Acho que vou descer para pegar um café e encontrar alguém para conversar, não considero saudável ficar presa na frente do pc, planejando tantos algos, vendo tantas coisas, conversar sempre é o mais saudável à mente... E café nem tanto, mas fugir desse vício é como fugir de mim mesma.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

...

"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever." (Clarice Lispector)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Haha.


Com certeza tenho de me dedicar mais a faculdade, e comer mais frutas. Amanhã tenho prova de T. Sócio-cognitivas, pura teoria. Tenho de ler, me focar. Para depois do feriado tenho “O Livro de Ouro da Psicanálise” para Psiquismo em Subjetividade em Psicanálise, a prova que me dá mais medo de todas, pra variar... Apesar de ter entrado na Psico por causa da Psicanálise e dominar muito o assunto, sempre fico muito tensa antes de provas.

Hoje fiquei uns quinze minutos em frente a uma agropecuária brincando com gatinhos bebês, tentando escolher um pra mim. Desisti... nunca fui muito de gatos pretos – e dois deles eram pretos – não sei por que, os acho sem graça na aparência, e o mito tornou-se um clichê social amar Lacrimosa e gatos pretos... Odeio clichê, amo Lacrimosa, e amo gatos “coloridos”. E o terceiro era igual ao meu gatoso falecido, só percebi quando estava quase o levando. Fui para casa meio triste. Maldita cena, maldita memória traumática.

Preciso fazer algum exercício. Acho que partiremos ao boxe, basta grana e conciliar o horário, coisa nada difícil. Preciso comprar roupas e sapatos. Amo o inverno, mas não estou preparada para ele nessa questão. O que me lembra a Open bar do sábado que obviamente passarei frio por não ter algo quente e bonito pra usar. No entanto estou feliz com meu cabelo, pintei-o ontem e a cor ficou ótima, jamais abandonarei o vermelho.

Espero que o clima frio se estenda... Que passe do esperado, assim como esse maldito calor que ninguém mais aguentava e só fazia-me a cada dia mais bronzeada – coisa que odeio – naquela caminhadinha obrigatória até a PUC. Hoje foi um dia meio tenso, estive morrendo de sono, e cansaço, sem café, sem saco. Estou tentando pensar algo para amanha ser melhor.

O sono começa a me pesar os olhos, e como para variar estou sem meus óculos tudo dificulta. Acho que vou dormir agora, passar para a subjetividade dos meus sonhos que esqueço assim que abro os olhos, e que consiga ir bem na prova, e que consiga emagrecer ao menos um quilo até sábado! Haha.

terça-feira, 24 de abril de 2012

segunda-feira, 23 de abril de 2012

...

Sem querer coloquei a hora errada no meu celular, por causa disso perdi a última hora e fiquei um bom tempo esperando na frente de casa esperando alguém vir desligar o alarme para eu poder entrar. Na clínica estavam todos muito desorganizados, cheguei a ficar na sala com os três pacientes mais difíceis, como diria uma conhecida minha, a segunda-feira foi punk. Deveria ser proibido acúmulo de coisas assim no primeiro dia da semana, é tão injusto ser atirada num dia cheio de contratempos e desafios assim sem mal acordar do fim de semana.
Finalmente “Quando Nietzsche chorou” entrou para a minha lista de livros que já li, lista que há tempos perdi a conta de quantos, e que certamente agora que engrenei nisso há de aumentar horrores. Perturba-me a ideia de manter meu cérebro preso à Psico, posso ler outras coisas – devo – para quem sabe até mesmo “aplicar” teorias, mas para divertimento próprio, sem prévia solicitação. Tão estranho a gente se prender a um caminho só, como se tudo fosse aquilo, e não houvessem outras opções, outros caminhos a encarar, a desafiar.
Ainda não me recuperei bem da noite não dormida, mas não planejo dormir cedo hoje, vou seguir minha rotina prazerosa, e ainda aqui estou podendo escrever. Nunca considerei – e acredito que nunca considerarei – válida a ideia de desperdiçar um tempo que eu poderia estar lendo, ou vivendo, me aprimorando, enfim, para dormir... Por mais aconchegante e quentinha que seja a minha cama, equiparada ao crescimento intelectual e emocional, torna-se nada.
Aproveitei o café que a mãe passou depois do almoço, e comi duas fatias do pão caseiro, sentei no sofá e me senti triste por não ter mais meu gato para subir lá, pra me avistar da porta da cozinha e vir devagar ronronando e me cheirando, me fazendo sentir a pessoa mais útil, capaz de gerar felicidade e conforto. Ah, que saudade senti dele, que saudade detê-lo perto mim. Maldito entardecer cheio de recordações. Não deve ser fácil para ninguém perceber que há coisas que simplesmente não tem explicação, que esse maldito pressuposto empirista não se aplica a instabilidade humana, e que é exatamente isso que nos faz pirar de vez... Ninguém, por mais que finja algum dia viver o conflito que é ser humano, e se não viveu certamente viverá. Sim, começo a me dar conta que na psicanálise e no Freud não há tanta viagem sim, abrir os olhos e ver o horizonte às vezes não é somente saudável como nos faz progredir e amenizar a própria alma.
Hoje me sinto feliz, por que é a primeira vez em muito tempo mesmo, que não me sinto inútil e vazia em postar aqui, em que sinto que isso acrescenta a quem lê, não é um desgaste, não é perda de alguns minutos de vida clicar no link deste blog. Enfim, uma catarse plausível, enfim uma catarse aproveitável não somente a mim. Sento saudade de mim, saudade de me fazer em mim mesma, senti saudade de ter companhias, conversas reais e honestas, cobertas por um significado q obviamente ainda será o céu para mim. Fico feliz de não me sentir parcialmente cega, feliz de não estar enganada.
Deveria estar estudando probabilidade, odeio essa maldita e inútil matéria. Amanhã é apenas terça-feira. Sinto que será um dia menos complicado que hoje. Amanhã vou sem o Breuer e o Nietzsche nos transportes coletivos, provável que eu vá com o Balzac e “A menina dos olhos de ouro” Bem agasalhada, pois o frio está voltando, e bem humorada por ter T. Humanistas Existenciais que eu gosto de verdade, e me faz sair da Puc com a mente leve e filosófica.
Quase um zombie aqui, sinto que não serei capaz de lutar muito mais contra o sono, e provável que eu não estude o que deveria por isso. Mas sempre há um jeito. No momento tenho músicas boas no pc novo e em breve Grey’s para assistir um pouquinho todos os dias, alimentar minha satisfação interna. Continuo fazendo planos, construindo roteiros que um dia ainda se realizam, e avida segue leve e significativa, de modo que, estou aqui grata por mim mesma. Acho que estou cultivando uma boa sintonia com o ambiente, um dos itens da listinha daquele trabalho do semestre passado. O tempo deveras nos devora. Não quero ver minhas rugas antes de ter destreza mental, antes de no mínimo suspirar um suspiro que valha a pena. Por enquanto até mesmo considero as espinhas apropriadas. E eu devorei o livro tal qual o tempo nos devora, ficou um interessante mensagem que aplico a listinha “Torna-te quem tu és”... Deveria ser o primeiro e mais corriqueiro item. Acho que ter bons sonhos esta noite.

...

Dormir quatro horas em pleno domingo nunca fez bem a ninguém, suponho. Mas perdi o sono e aqui estou. Publicar aqui como sempre é a melhor terapia que já experimentei. Espero que a segunda chgue de uma vez, sinto falta da rotina universitária, esses dias têm me feito muito bem, boas conversas na aula de Psicanálise, boas ida, boas vindas... E meu livro a menos de cem folhas do fim. Estou tranquila.
Há tanto o que se fazer, tanto com o que ocupar o tempo. Começo a me sentir novamente parte de algo, sinto vontade de construir coisas, de me focar mais nessas que já conquistei, cumprir minhas metas. O vento sempre faz bem, esse clima nem se fala. Fiquei um tempo olhando pela janela do ônibus na ida sexta-feira, com aquela famosa intuição feminina, sono, calor, medo, instabilidade, descontentamento com as situações.
Não entendo como podemos mudar tão rapidamente, tenho sido a cada dia uma, mas em todas sempre a mesma característica em comum; a inefável vontade de ter mais e mais “alguéns” para confiar, mais e mais agradáveis companhias, que me deixem ser livre, em que eu possa ter uma comunicação que faça sentido, ser entendida, ser ouvida, compartilhar opiniões, construir laços. Com certeza é tempo disso. Ontem percebi que tr qualquer open bar, qualquer gothik night não se comparam a uma noite Grey’s com a melhor amiga, a cair na cama morrendo de dor nas costas depois das oito horas vidrada na tela do pc.
É o inexplicável da vida, que fazem com que a gente se sinta fazendo parte de algo, com que a gente realmente sinta que há que se continuar, que em algum lugar há constância, há algo imperdível, sólido e seguro.
Sinto-me bem, amanhã é apenas segunda-feira, dia de “Pintar” lá na clínica, dia de Psicofarmaco e Visualidade e significação, vejo se conseguir adiantar bastante meu livro, e pegar outro que me interesso há anos em ler, e depois logo terça... e a semana vai fluindo enquanto eu procuro arrecadar mais e mais pessoas para me acompanhar no sábado a noite, matarei um pouco a saudade das festas ( que não faz tanto tempo assim, mas sempre sinto falta) vestir aquela roupa e calçar aquele saltão, me entupir de cerveja, espero que não esfrie de mais.
E por agora voltar ao face, lavar o cabelo e ajeitar as folhas para amanhã... Cada vez me acostumo mais comigo assim, e cada vez percebo mais que esse é o meu caminho e a melhor escolha.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

So...


Exausta... Essa é exatamente  palavra que me descreve com exatidão no exato momento. Tudo nessa semana gerou essa sexta-feira caseira e filosófica (e ainda explico o porquê desta última característica). Uma prova e dois trabalhos exigindo grande esforço mental, de três cadeiras essencialmente teóricas, e logo o "friozinho" do entardecer da quinta que causou este início de gripe que me frustra e me cansa no primeiro momento de excitação.

No entanto, admito como me senti feliz, a cada dia mais a própria aula de Psiquismo e subjetividade em Psicanálise é A terapia para mim. Quinta e sexta sempre terminam bem, graças a ela, saio da Puc sem pressa, pego o ônibus lendo, "disposta" a qualquer conversa,  a qualquer aprendizagem. Toda a psico deveria me dar isso, mas há muito o que se questionar nos currículos, muito "encheção de linguiça" e não peguei muito do que planejei, não me sinto mais que 30% feliz com essas oito cadeirinhas.

Andei pesquisando sobre Saraus, Congressos e palestras, correr atrás das minhas horas complementares, antes que elas me atrapalhem, isso são coisas que se deve ir buscando semestre a semestre, e isso com certeza é algo completamente plausível e admirável, que seríamos nós, estudantes da ciência da mente, sem sair das salas de aula à procura de um além... Que talvez fique submerso no olhar da instituição, ver os prós e os contras do que se levará para o resto da vida - ou parte dela - como "ganha-pão" (por mais superficial e frio q pareça) é mais que completar um currículo, é abrir os horizontes, essencialmente, ver o além...

Me sinto bem, tenho me relacionado bem com as coisas, com as situações, com as pessoas. Apesar de ter fugido da terapia por esse motivo obviamente infindado que criei, sinto que me estabilizo comigo mesma outra vez. Me concentrei bastante no meu livro essa semana, estou quase o terminando, apenas não me concentrei por completo hoje na vinda, por uma agradável companhia que dividiu comigo a lotação desses malditos transportes públicos. Ah... Ter um carro deve ser ótimo.

Nesse sábado não sei se terei à noite para gastar essa minha paixão por fechar os olhos e deixar o corpo se embalar em qualquer som, não sei se acharei algo adequado, não sei se terei energia... Posso imaginar ela de ultima hora vindo com aqueles convites irresistíveis, minha Meredith-Christina.

O tempo é belo, ouvi dizer que semana que vem a temperatura baixará finalmente, para segunda-feira estão previstos 4 graus, e aquela incessante vontade de tomar um quentão cauterizador de línguas na redenção, sentindo um gélido ar soprar no rosto tomou conta de mim. Obviamente se o clima se manter esse será meu programa no outro domingo.

Bem, vou tomar banho, desde que cheguei só fiz pensar, organizar as idéias, para escrever algo congruente aqui, só eu sei o quanto senti vontade de estar aqui durante a semana e apenas agora tive tempo/inspiração para escrever algo claro e mais eu. Amanhã vou dormir até mais tarde, espero que para variar eu não acordei às nove da manhã sem sono querendo mudar o mundo filosófica e audaciosa, comigo e com tantas coisas ocorrentes nessa vida com o passar do tempo. E por falar em filosófica, terei de deixar a explicação para outro "encontro", afinal não sei dizer com precisão se o sentimento é falta de desenvoltura, ou vergonha mesmo... que me impede de declarar certos devaneios que têm me possuído. Enfim... Como diriam as personagens do meu livro, nada como um enfrentamento consigo mesmo para conhecer seu verdadeiro eu e tomar conta do que lhe pertence, e não do que lhe assombra.

 Deveras o tempo é belo.